A ideia de escrever esse blog é compartilhar um pouco de um dos mais estimados hobbies de Thaís e eu, que é sair pelo mundo conhecendo lugares, pessoas, experiências e pensamentos diferentes. A cabeça pensa onde pisa o pé, li certa vez nos escritos de Frei Beto, e não posso deixar de descordar. Viajar por aí é sair da zona de conforto e enfrentar o estranho desconhecido. Na bagagem, juntamente com roupas e apetrechos, seguem expectativas e sonhos, que refletem nos olhares atentos, interpretando constantemente o momento. O instante vivido, sempre diferente, é então transformado em memória, que se agrega unicamente de modo a formar novas expectativas e novos sonhos. O caminho é a meta e este pequeno instante, tão breve como um sopro, é capaz de conter a vida inteira.
Mas vamos ao que interessa a este blog, que é a narrativa da experiência vivida, tão singular e por vezes tão maluca quanto os próprios narradores. E a primeira história a ser contada é a de uma viagenzinha bastante breve, a um pacato e agradável lugar no sul deste grande Estado de Minas Gerais, de nome Gonçalves. Escondida em meio às serras de minas, Gonçalves é a porta de entrada para um maravilhoso vale onde corre um dos braços do Rio Sapucaí, repleto de cachoeiras e trilhas. Nas suas estradas vicinais espalham-se diversas pousadas e restaurantes, construídas para dar conforto ao turista rural e ao ecoturista, em meio à tranquilidade da floresta de Araucárias. A cidade possui uma bela história, iniciada com a vinda do Português Policarpo Teixeira de Andrade Queiroz para a então colonia brasilis, em busca de ouro nas terras de São João Del Rei. Quem quiser saber um pouco mais pode encontrar a história de município no site: http://portal.goncalves.mg.gov.br
Chegando lá, qual surpresa, estava acontecendo o III festival gastronômico de comida da roça, com direito a chopp artesanal de São Paulo. Comemos a beça, com direito a costelinha, feijão tropeiro e farofa de banana. Após a fartança e de assistir a folia de reis, encontramos um armazém que vendia queijos, cerveja e cachaça dos bons. A loja era de uma família de mineiros de Poços de Caldas, e a tarde se foi na boa prosa sobre o Estado, sobre política e gastronomia de Minas Gerais. Já de noite, jantamos em um lugarzinho bem charmoso chamado Janela com Tramela. Depois que o sol se vai faz frio em Gonçalves. No verão, as temperaturas são em torno de 10 a 15 graus. Muito gostoso. mas não se esqueçam de ir bem agasalhado e levar uns bons vinhos.
No dia seguinte, após mais uma leve caminhada e um almoço regado a alcachofra (iguaria que cresce com fartura na região), partimos novamente para BH. Foram menos de dois dias e mais de 1.000 km rodados, mas confesso que Gonçalves nos descansou para um mês! Voltamos com todas as energias para novamente enfrentar as batalhas diárias na capital mineira. Para quem gosta de um bom turismo rural, em contato com a natureza, com pousadas românticas e comida boa, Gonçalves é mesmo o local para se estar! Thaís recomenda!
Abraços e boa semana a todos!

Coisa mais bonita gente!!!!! Juro que fiquei com vontade de ir! O Carmelo também adorou saber sobre as alcachofras (carciofi, iguaria muito apreciada na Sicília e que lhe faz tanta falta!!!! hehehe) :-D
ResponderExcluirQue sorte a minha! Escrever bem é só um dos muitos talentos do Bruno!
ResponderExcluirDeixando o romantismo de lado... Gonçalves de fato é uma cidade que vale a pena. Como o próprio Bruno disse: "Thaís recomenda" (só náo recomendo a trilha para a cachoeira, quando é possível chegar nela de carro, mas pelo visto essa discussão eu vou ter que ter de novo com um certo alguém).
E que venha o próximo destino!!!!!!!!!
Lindos!!
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